
Por: Blog do Torcedor
Foto: Agência Estado
O zagueiro Cláudio Luiz, do Náutico, será julgado nesta quarta-feira, no STJD, pelo uso da substância isometepteno, substância considerada doping pela Comissão Nacional de Controle de Dopagem, da CBF.
Suspenso preventivamente por 30 dias, o atleta — que foi pego no antidoping enquanto ainda atuava no Brasiliense, no mês de maio — responderá ao artigo 244 (ser flagrado, comprovadamente dopado, dentro ou fora da partida) e pode pegar de 120 a 360 dias de suspensão. Já se for absolvido, estará livre para jogar contra o Goiás, na próxima quinta-feira, nos Aflitos.
Pelo fato de o atleta ter sido pego enquanto defendia o Brasiliense, a defesa do jogador será feita pelo seu ex-clube, que, por sinal, se tiver constatada alguma responsabilidade na dopagem, pode pegar punições que vão desde a perda de pontos (na partida em que foi flagrado o uso da substância proibida) ao pagamento de multa de R$ 50 mil a R$ 500 mil reais e perda de sua parte na renda em favor do adversário. O jogador Aílson, do Brasiliense, também será julgado, pelos mesmos motivos de Cláudio Luiz.
O departamento jurídico do Náutico espera que o jogador seja absolvido, com base no fato de que a ingestão da substância, presente em analgésicos, se deu por indicação do médico do Brasiliense. "O atleta recebeu o remédio do departamento médico do Brasiliense, enquanto o outro jogador (Aílson, que também será julgado) recebeu em casa. Ele não pode ser culpado por uma coisa que o próprio clube ofereceu e ele tomou", disse o vice-presidente jurídico do Náutico, o advogado Ivan Rocha.
Além disso, o jogador não foi, de fato, beneficiado ao ingerir tal substância, de acordo com o jurídico timbu. "Cláudio Luiz não teve nenhuma vantagem ao tomar Neosaldina", disse Ivan Rocha.
O advogado, todavia, reconhece que a situação do jogador ainda é delicada. A confiança na absolvição não é total. "Nesse caso é muito difícil de fazer um prognóstico porque, de um lado, a gente sabe a rigidez dos tribunais em punir atletas ligados a dopiong; do outro lado, nós temos no futebol uma coisa diferente, porque esse remedio não é um remedio que dopa o atleta para ter uma melhor produtividade", concluiu.




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